01 abril 2011

VOCÊ SABE O QUE É O AMOR?



O que não podemos é mudar demais. Mudar é bom, mas se for pra melhor. O seu melhor, e não o melhor de outro alguém. Resumindo, é aquela velha frase: ninguém pode fazer alguém feliz, se não é feliz.

Então eu te digo: Amor é, resumidamente, paz e felicidade dentro de um coração.

Uma coisa que eu aprendi às duras penas: amar demais, não é premissa para ser amado. Então não fique aí você pensando que seus grandes gestos de amor são o seu passaporte carimbado para a felicidade. Não, eles não são. Não fique aí você pensando que o simples fato de você amar alguém demais, está sob as vistas de Deus, e que ele reconhecerá, ainda que tardiamente, seu nobre sentimento. Não caia nessa cilada. Não fique aí você pensando que sabe tudo sobre o amor. Confesso, até algum tempo atrás eu achava que sabia. Desejei, sonhei, protegi, fiz sorrir, criei situações, tentei construir um mundo de felicidade e pintar de azul um mundo que era só meu. Isso mesmo, só meu. Eu achava que sabia o que era o amor, eu achava que eu sabia o que era amar. Mas era tudo tão complexo, tudo tão nas entrelinhas, e no fundo, agora analisando, era tudo tão pesado e carregado que mais parecia um fardo. Mas sobre esse peso eu vou falar daqui a pouco.

Maktub! Estava escrito.

Chega ela, a vida. E como melhor escola traz consigo o melhor professor, o tempo. Foi ele quem didaticamente me ensinou que não adiantava eu querer atropelar a ordem natural das coisas ou querer mudar meu destino por capricho. E quer saber? Se tudo que aconteceu antes foi para eu saber dar valor e reconhecer ou apontar as diferenças entre o que eu sentia e o que eu hoje sinto: valeu a pena. Valeu a pena cada lágrima derramada e cada “porque?” que me fiz.

Sabe aquele peso que eu carregava? Troquei por um outro que eu posso carregar e colocar no colo com prazer. Sabe aquele amor que eu oferecia ao extremo? Agora quem recebe sou eu. Sabe aquelas lágrimas que um dia derramei? São elas que hoje molham os meus lábios ao receber os beijos mais apaixonados. Sabe aquele meu olhar que denunciava paixão? Hoje enxerga um mundo que é só felicidade. E sabe aquela minha boca que não quiseram ouvir falar de amor? Hoje ela sabe o que diz:

- "Perdeu, playboy!"

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